Por Ronaldo Onishi
A violência contra à mulher não faz distinção de classe, cor, etnia ou orientação sexual. Ela pode alcançar todas e trazer feridas que nem o tempo é capaz de apagar. Segundo Dossiê produzido pela Agência Patrícia Galvão, o cronômetro da violência no Brasil ainda é alarmante e preocupante. Segundo as estatísticas, uma mulher é vítima de estupro a cada 9 minutos e três mulheres são vítimas de feminicídio a cada 24 horas.
O Brasil, por sinal, é um dos países mais perigosos do mundo para uma mulher viver e aparece em 5º lugar no ranking mundial de feminicídio elaborado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A violência doméstica é a mais corriqueira e o feminicídio é a última instância do ciclo de violência, que também é marcado por abusos psicológicos, sexuais e morais. A mulher, antes de ser brutalmente assassinada, passa por diversas situações degradantes nas mãos de seu agressor, que, inclusive, costuma ser seu companheiro ou ex-companheiro.
Isso demonstra, portanto, que mesmo com os avanços implementados, como a Lei Maria da Penha e a Lei que tipifica o feminicídio, é preciso fazer mais. É importante lembrar que para cada mulher que é vítima de violência, nós também temos um homem que é agressor. Por isso, é essencial que toda a sociedade se engaje nessa luta para que um mundo mais justo seja construído para todas as mulheres, onde elas possam viver tranquilamente, livres da violência de gênero.
Eu, como cidadão e vereador de Taboão da Serra, tenho essa preocupação.Além de sempre participar das ações promovidas na cidade que batalham pela causa, sou autor da lei que concede auxílio aluguel para mulheres vítimas de violência. Regulamentada em 2019, a lei permite que o poder Executivo conceda auxílio aluguel por até dois anos no valor de R$ 600 a mulheres que sofrem constantes agressões no âmbito domiciliar.
Acredito que muito ainda precisa ser feito, pois toda forma de violência deve ser severamente combatida. Se cada um fizer a sua parte com diálogo, desconstrução e ação, certamente progrediremos nessa luta. Nenhuma gota de sangue derramada a mais, nenhuma mulher a menos.
