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Vereador Ronaldo Onishi e vereadora Luzia Aprígio protocolam lei para atender filhos das vítimas de feminicídio

O vereador de Taboão da Serra, Ronaldo Onishi em parceria com a vereadora Luzia Aprígio, protocolou um projeto de lei que institui a criação de uma rede de atendimento e proteção aos filhos das vítimas de violência feminicídio. Segundo o projeto de lei, o município de Taboão da Serra deverá dar suporte às crianças e adolescentes que perderam suas mães em decorrência de feminicídio. A rede de proteção de atendimento psicossocial deverá ter integração das áreas da saúde, educação, assistência social e jurídica com equipes multiprofissionais. 

“É preciso lembrar que os filhos das vítimas de feminicídio carregam um fardo pesado. A mãe foi assassinada e o pai está preso. Precisamos definir políticas públicas que atendam às crianças e jovens que tiveram suas vidas marcadas por tragédias como essas”, disse Onishi, lembrando do caso recente de feminicídio registrado em Taboão.

O Brasil é um dos líderes mundiais em números e ocorrências de violência contra a mulher e essa triste realidade se intensificou na pandemia. Com o isolamento e a necessidade de ficar embaixo do mesmo teto que o seu agressor, as ocorrências e denúncias praticamente dobraram no primeiro mês de quarentena em 2020, segundo o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMDH). 

Com os números assustadores, há uma grande preocupação com a subnotificação destes casos e também com os que são atingidos de maneira direta, além da mulher, por essa violência. 

Os filhos e filhas das vítimas de feminicídio são impactados de maneira cruel por um crime que faz do nosso país um dos mais violentos para uma mulher viver. A perda da mãe desta maneira, além de dolorosa, provoca grande sensação de desamparo e  maior tendência de desenvolvimento de problemas de saúde, sejam na esfera física ou psicológica.

A iniciativa do vereador e da vereadora, que possuem forte atuação em defesa da vida das mulheres, veio após um caso de feminicídio que chocou Taboão da Serra. O município que não registrava há 3 anos nenhum caso do tipo, viu o assassinato brutal de uma mulher no Jardim Saint Moritz ganhar as páginas dos noticiários na semana passada. A vítima, tinha medida protetiva, levou golpes de faca do ex-marido e não resistiu aos ferimentos. Ela deixou quatro filhos, sendo 3 crianças e uma adolescente de 14 anos. 

“O Estado necessita e precisa olhar para a criança que teve a mãe assassinada, e esse olhar psicossocial é necessário para que ela possa ter um amparo multidisciplinar de todas as especificidades que uma criança precisa”, disse o vereador.

O projeto de lei segue para apreciação nas comissões e posteriormente para votação na Câmara Municipal e, caso aprovado, será essencial para amparar os filhos das vítimas de violência doméstica.

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